A nossa postura conta?!

Pais e filhos… a nossa vida começa aqui, nesta relação, é nos transmitida pelo nossos pais, são a nossa porta de entrada neste mundo, onde há um aqui e agora.

Durante muitos anos, focámo-nos na insatisfação e dureza que sentimos enquanto eramos mais pequenos e sem dar-nos conta, permanecemos aí décadas, em busca de uma qualquer solução no passado e na infância, como nos filmes de desenhos animados nos quais, de repente, surge uma luz, uma magia, uma solução e tudo fica bem.

Mas nesta dimensão em que vivemos, essa solução e magia que ansiamos não vem de fora, pelo contrário, é encontrada dentro de nós e impacta toda a nossa realidade fora. E para encontrarmos e seguirmos nesse caminho da solução interna, é nos pedido, entre outras coisas,  que deixemos o passado no passado, respeitando-o, coloquemo-nos no estado de adulto que habita o presente e a partir de aí, resignifiquemos tudo: a nossa visão, a nossa história, o nosso passado, o nosso presente, a nossa missão, o nosso propósito. Resignifiquemos o quê, o quem e o como.

Essa postura de adulto, é a única que nos permite libertar do que já não se pode mudar e donde podemos assentir ao que foi. Assentir desde o nosso lugar, às vezes com dor é verdade,  mas também podendo assumir a nossa capacidade de decisão e transformação. E assim, ousarmos soltar as expetativas goradas, as queixas e focarmo-nos onde está a nossa máxima força e capacidade criativa: no presente. No agora. Com tudo o que somos e temos. A vida convida-nos a atuar com o que temos, prescindindo do que gostariamos de ter e assim fazer uso da nossa capacidade criativa.

 

Só conquistando a humildade para viver a realidade hoje, podemos crescer, desenvolvermo-nos e encontrarmos em cada passo,  a solução que buscamos.

 

A nossa primeira atitude consciente, a nossa primeira postura consciente de fluir com a vida ou negá-la, de atuar ou de se queixar, vai influenciar diretamente sobre o peso, tornando-a mais leve ou mais pesada. Esta nossa decisão, é influenciada pelo legado que recebemos da nossa transgeracionalidade e pela forma como vemos, pensamos e cremos. E assim, afeta a forma como atuamos. Por isso, saber como vivenciar na prática as leis da vida captadas por Bert Hellinger e mais tarde, chamadas por Brigitte Champetier de Ribes de “As Forças do Amor”, numa homenagem a esse grande filosofo,  é uma grande chave para ampliar o nosso mundo, ganhar força em prol do nosso desenvolvimento e realização nas várias áreas da vida.

 

E transformando a vida individual, transforma-se a vida coletiva. A nossa postura conta!

Nídia Brito da Costa

Artigo sobre As Forças do Amor

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